quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ventos da Coreia

Hoje ninguém se pode queixar de sono. É que apesar da chuva e do vento, hoje os residentes de Macau puderam passar a manhã em casa.

Foi o primeiro (e último) grande tufão do ano e durou uma noite. Veio com o nome coreano Kalmaegi (gaivota, em português) e fez estragos com farturinha. Felizmente apenas estragos materiais, mas ainda assim foi o caos para uma cidade como Macau.

Até à hora de almoço esteve içado o Sinal 8 e não havia autocarros, as pontes e escolas estavam fechadas, e só os serviços de polícia e emergência devem andar pela rua.

Depois dessa hora, os autocarros retomaram e todas as pessoas que tinham de chegar ao trabalho depois das 2PM correm para as paragens. O caos!

Parecia novamente o concurso do Julio Isidro de conseguir por o maior número de pessoas num Mini.. nas com autocarros.



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Cautela e caldos de galinha

Depois de estar há mais de dois anos a morar em Macau já não seria de esperar que fosse apanhada com estas coisas. Mas o universo deve conspirar para que eu nunca me esqueça que estou na China.

Fica aqui a dica para quem visitar a China: quando nos menus dos restaurante diz "galinha" convém verificar sempre qual a parte da galinha a que se referem.

É que eu pedi uma sopinha de noodles com galinha, estava à espera de tudo menos de uma taça cheia de patas de galinha. E logo eu que não gosto nada de patas de galinha. Eu nem gosto de ver comer patas de galinha!

E para que isto seja ainda mais humilhante, acontece num almoço de colegas de trabalho. Todos fizeram um gritinho quando me colocaram a enorme taça na mesa. Foi um misto de surpresa, e de gozo por verem a minha cara quando percebi a asneira.

Só consegui dizer: oh não!

Mas se já coisa que a China ainda me tirou foi o orgulho. Ai é? Estão a gozar comigo? Pois hei-de aguentar e comer o que conseguir deste prato! (Menos as patas, claro!)




Resultado? Comi uma espécie de caldo de galinha com uma altivez de princesa.... E duas horas depois estava a atacar um pacote de bolachas com a sofreguidão de um monstro das bolachas.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Isto agora vai ser um por semana..

.. e para nos castigar, vai calhar sempre ao fim de semana.

Vem aí o Matmo.



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Odeio clientes (cont.)

Ao telefone com este cliente, faço sempre o maior exercício de auto-controlo.

Depois de vários emails e telefonemas, o cliente finalmente enviou a tão esperada arte-final. Só faltava uma página para acabar a próxima edição da revista. Era esta. Já chegou fora do prazo, mas como já aprendi que é preciso mentir nos prazos de entrega, estava tudo controlado.

Com tudo pronto, à espera de alguns detalhes para mandar imprimir, recebo um telefonema.

Cliente - Olá.. hihihi.. está boa?

Princesa - Cá estamos. Sabe, o tempo anda instável. Vem aí um tufão.

Cliente - Sabe, é que nós gostávamos de mudar o lugar da publicidade. Como é só meia página, gostávamos que ficasse a meio de um dos artigos. Faça lá isso e depois diga-nos qualquer coisa.

Princesa (começa a dizer palavrões em mute) - Espere. É que hoje já passamos da data de fecho da revista. Temos tudo pronto e isso ia obrigar a mudar a estrutura da revista, bem como a voltar a escrever um dos artigo para que fique mais pequeno. Percebe? É que obriga a mudar design e editorial.

Cliente - Então e não dá para fazer?

Princesa (já a suar) - Teria dado se me tivesse dito antes.

Cliente - ....

Princesa (a querer segurar uma lágrima) - Hoje já passou o prazo da fecho. Já estamos prontos para impressão.

Cliente - .....

Princesa (a imaginar a cabeça do cliente a explodir) - Mas o vosso anúncio está no segundo spread da revista. Tem imensa visibilidade. Vocês não estão contentes?

Cliente - Mas nós gostávamos que estivesse no meio da revista, com menos visibilidade.

Princesa  - ....


Para resumir a coisa, acabei por convencer esta alminha que não íamos fazer a mudança por vários motivos, mas principalmente  porque já chegou dois dias depois do prazo!!!

Mas no próximo mês vai ser como o senhor cliente quer. Porque o cliente tem sempre razão. Apesar de o cliente nem sempre ter razão.